quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Denúncia Nacional - Série Homofobia

Gostaria de divulgar os vídeos produzidos pelo Coletivo Catarse de Porto Alegre para a TV Brasil.

Foi uma semana de transmissão, sendo cada vídeo em um dia e abordando questões referentes a homofobia (em diversas faces), movimentos sociais, Centros de Referências e depoimentos. Boa parte do material foi gravado em Belo Horizonte/MG com a participação de Carlos Magno (CELLOS/MG, ABGLT), Walkíria La Roche (ASTRAV, CRGLBTT), Dante e sua familia, Daniele Hautequest e Priscila Garcia, entre outros.

Assistam e reflitam o quanto é importante a divulgação destes vídeos e das idéias contidas neles!

Parabéns aos produtores dos vídeos, pois estão contribuindo com o fim do preconceito aos gays, lésbicas, travestis e transexuais!


Denunciem a homofobia!!!



Chamada da Série Homofobia
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Série Homofobia - 01
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Série Homofobia - 02
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Série Homofobia - 03
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Série Homoofobia - 04

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Série Homofobia -05

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sábado, 2 de fevereiro de 2008

ONDE DENUNCIAR CRIMES NA INTERNET

Nazismo, Pedofilia, HOMOFOBIA, Racismo, Intolerância Religiosa, etc...

SaferNet Brasil

O monitoramento, investigação e combate ao uso indevido das Tecnologias de Informação e Comunicação, particularmente da Internet, para a prática de crimes contra as Direitos Humanos é uma das principais linhas de ação da SaferNet Brasil. Para alcançar esse objetivo, criamos a Central Nacional de Denúncias e firmamos parcerias institucionais com o Ministério Público Federal e com a Divisão de Direitos Humanos do Departamento de Polícia Federal, para que as denúncias reportadas se convertam em inquéritos policiais e em ações criminais contra os criminosos. Além disso trabalhamos em parceria com a indústria de internet para a retirada do material ilegal da rede (notice and take down procedures) e a preservação das provas da materialidade dos crimes e dos indícios de autoria, necessárias para a instrução do inquérito policial e posterior ajuizamento da competente ação penal.

Link da SaferNet Brasil:
http://www.denunciar.org.br/twiki/bin/view/SaferNet/WebHome

Postado por BF na comunidade do Orkut Uva Na Vulva
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=3375572&tid=2573942603073280720

Homossexualidade: conhecer para respeitar

Você sabe o que é homossexualidade? Que reação você teria ou que atitude você tomaria se em sua família existisse um homossexual? Provavelmente, alguma vez você já se perguntou o que leva uma menina a gostar de outra menina, ou já se surpreendeu ao saber que dois garotos da escola estavam namorando. Quem sabe você já se questionou, mesmo que vagamente, se você seria homossexual? Então reflita: se este assunto está tão presente em nossas vidas, por que ainda é um tabu? Por que algumas pessoas insistem em distorcer os conceitos da homossexualidade?
Assim como a heterossexualidade, ser homossexual não é uma doença ou desvio de comportamento, nem perversão, como algumas pessoas, infelizmente, ainda teimam em acreditar. Muito pelo contrário: ser homossexual é o mesmo que ser heterossexual. A homossexualidade é o fenômeno de que uma pessoa (do sexo masculino ou feminino) possa preferir pessoas do mesmo sexo para atividade sexual e/ou ligações íntimas.
Segundo Maria Werebe, em seu livro “Sexualidade Política e Educação”, o termo homossexualidade foi criado em 1869, por um médico húngaro que solicitou ao ministro da justiça que fosse abolida a lei que a condenava. Na sua concepção, esse termo era empregado para descrever uma pessoa com certos atributos e não uma experiência universal.
Werebe diz que vários termos foram, e ainda são, usados para designar o homossexual masculino e feminino: “invertido”, “afeminado”, “louco”, “tante”, “sapatas”, “caminhoneiras” e “fanchonas” Nos anos 70, tornou-se freqüente a utilização do termo americano “gay”, (que significa alegre, entregue aos prazeres). Esse termo, “gay”, nasceu nos Estados Unidos, depois das primeiras lutas do movimento homossexual.
Em 1974, a Associação Americana de Psiquiatria decidiu retirar o homossexualismo da lista das doenças mentais, declarando: “A homossexualidade é uma forma de comportamento sexual e, como as outras formas de comportamento sexual, que não constituem distúrbios psiquiátricos, ela não se inclui na lista das doenças mentais”.
Deixou de ser HOMOSSEXUALISMO, (pois na medicina o sufixo ismo quer dizer doença) e passou a ser HOMOSSEXUALIDADE (o sufixo dade significa modo de ser).
A homossexualidade sempre existiu e está presente nas sociedades ao longo da história e da cultura humana e não é surpreendente que ela seja expressa com uma ampla variedade de formas e seja vista de modos nitidamente contrastantes durante períodos históricos distintos e em diferentes sociedades. Em algumas épocas e lugares, a homossexualidade era elemento aceito na vida cotidiana, em outros contextos, tem sido considerada ofensa moral, punível com a morte; ou, ainda, designada como anomalia digna de pena e a ser curada com tratamento médico.
Antigamente a homossexualidade era escondida, mascarada, os próprios homossexuais não tinham força para lutar por seus direitos de igualdade. Mas, atualmente, os movimentos homossexuais são cada vez mais numerosos e acontecem a fim de reivindicar e lutar pelo reconhecimento de sua condição; para obter os direitos sociais equivalentes aos que existem para os casais heterossexuais legalmente constituídos. Isso têm influenciado a opinião pública, no sentido da aceitação e da tolerância da homossexualidade, e tem contribuído para a adoção de dispositivos legais contra a discriminação dos homossexuais.
Porém, hoje, com tanta informação, ainda é difícil para as pessoas entenderem o que é ser homossexual, identificar e aceitar esta outra forma de desenvolver a sexualidade. A sociedade tenta esconder a realidade e não vê a homossexualidade como algo normal entre duas pessoas, como uma experiência na qual possa existir amor. Ela só é relacionada com o sexo, gesto este que a sociedade vê como concebível somente entre homens e mulheres, seres estes, capazes de reprodução.
Para acabar com toda essa resistência psicológica, talvez só haja um caminho: o do respeito. Homossexualidade não é crime, não é doença e não é contagiosa. O preconceito, sim, é contagioso e destrói. Antes de ser homossexual, a pessoa é mãe, pai, tio, amigo, exerce qualquer profissão, ou seja, se ficarmos presos somente a uma característica pessoal, perderemos o melhor que cada um tem a oferecer, porque só discrimina aquele que não conhece.
Por Lucineide Picolli - Acadêmica de Psicologia
Link desta matéria no site:

Preferência ou opção sexual?

O ser humano tem uma dificuldade incrível para aceitar que é um animal. Especial em vários sentidos, é verdade, mas animal ainda assim. Gostamos de documentários sobre a biologia de macacos e leões, mas custamos a aceitar que a natureza possa ter uma influência às vezes determinante sobre nosso comportamento também. Até acreditamos que nossa cor dos cabelos, dos olhos e da pele seja determinada biologicamente. Mas, quando se trata de comportamentos complexos, como a sexualidade, a coisa muda.
Quando surgiram, nos anos 80, as primeiras indicações de que a atração que sentimos por um ou por outro sexo é determinada biologicamente, houve manifestações de grupos de homossexuais contra e a favor. Alguns grupos acolheram as descobertas como prova de que homossexualidade não é doença nem opção, e sim biologia inevitável. Outros, ao contrário, sentiram-se lesados em seu direito de serem homossexuais por opção. Mas não deveriam.
A preferência sexual, aquela atração física que se sente por um sexo ou pelo outro, é determinada biologicamente e logo no começo da vida, ainda no útero. Genes e fatores hormonais influenciam a formação das regiões cerebrais envolvidas, que demonstrarão sua preferência mais tarde, ao amadurecer na adolescência e ao responder com excitação aos feromônios de um ou de outro sexo -às vezes do mesmo sexo, muitas vezes do outro. Ao contrário, não há nenhuma evidência de que o ambiente social influencie a preferência sexual humana. Cerca de 10% dos homens e das mulheres são atraídos por parceiros do mesmo sexo, e o número não muda entre pessoas criadas por pai e mãe, dois pais, duas mães, com religião ou sem ela.
Claro, o que cada um faz com a sua preferência sexual é outra coisa, esta sim uma questão de opção, que, lamentavelmente, deve levar em conta todas as dificuldades sociais e psicológicas que a discriminação traz. A natureza não reina sozinha, e, de fato, é possível optar socialmente por demonstrar um comportamento heterossexual, contra a preferência biológica ou a favor dela. Mas, e ainda bem, o cérebro é capaz de fazer melhor do que isso.
Se 100% da população têm preferência sexual inata e biologicamente determinada, somos todos iguais nesse quesito, mesmo que na maioria o cérebro responda a feromônios do sexo oposto. Deveria ser simples, então, optar por aceitar essa preferência biológica, nossa ou dos outros, qualquer que ela seja. Uma grande opção.

Por Suzana Herculano-Houzel.

Link desta matéria no site:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0308200608.htm

O termo "opção sexual" está incorreto!
Ninguém opta por ser homossexual ou heterossexual.
Por acaso você optaria se pudesse, em ser gay e, com isso ser discriminado constantemente?
Certamante que não.
Então, utilize apenas o termo
"ORIENTAÇÃO SEXUAL"!!!